Como encontrar voos abaixo de 20 euros (sem passar as noites nos sites das companhias)
Os métodos que funcionam mesmo para encontrar voos low cost por menos de 20 euros: flexibilidade, aeroportos próximos, destino em aberto, alertas e os custos escondidos a evitar.
Atualizada a 17 de setembro de 2026

Em resumo
- Os voos abaixo de 20 euros existem, mas quase nunca na data e para o destino que tens em mente: encontram-se a partir do orçamento, não do destino.
- Quanto mais flexível fores quanto a datas, aeroporto de partida e destino, mais encontras.
- O preço que vês é a tarifa base: bagagem, lugar e check-in no aeroporto podem multiplicá-lo. Quase sempre dá para os evitar.
- As melhores promoções duram pouco: compensa receber um alerta em vez de verificar todas as noites.
1. Parte do orçamento, não do destino
A pergunta «quanto custa um voo para Paris a 12 de março?» leva quase sempre a um valor alto. A pergunta que encontra os voos abaixo de 20 euros é outra: «para onde posso ir, nos próximos meses, por menos de 20 euros?»
As companhias low cost enchem os aviões baixando os preços onde os lugares ficam vazios: rotas menos procuradas, dias úteis, épocas baixas. Se deixares o destino em aberto, são precisamente essas as oportunidades que te aparecem.
Pesquisa, por isso, «qualquer destino» ou um país inteiro, com um teto de preço, e escolhe o destino entre os que surgirem. Muitas cidades menos conhecidas, na Polónia, nos Balcãs ou nos países bálticos, são ótimas justamente porque chegar lá custa pouco.
2. Sê flexível nas datas
- Evita as épocas altas: pontes, feriados, férias escolares e os fins de semana antes do Natal são os dias em que os preços baixos desaparecem primeiro.
- Olha para meses inteiros, não para dias soltos: um dia de diferença na ida ou na volta pode mudar o preço de forma surpreendente.
- Considera partir e regressar a meio da semana: quem pode sair numa terça ou quarta-feira tem, em geral, muito mais escolha do que numa sexta à noite.
- Não reserves nem cedo demais nem à última hora: as tarifas mais baixas aparecem muitas vezes algumas semanas ou alguns meses antes; perto da partida, os lugares baratos costumam já estar esgotados.
3. Alarga os aeroportos de partida
Muitas vezes, o aeroporto mais próximo não é o mais barato, e várias cidades têm mais do que um aeroporto que vale a pena comparar: Londres tem Stansted, Luton, Gatwick e Southend; Paris, Orly e Beauvais; Barcelona, El Prat, Girona e Reus; Milão, Malpensa, Linate e Bérgamo; Bruxelas, Zaventem e Charleroi; Estocolmo, Arlanda, Skavsta e Västerås. Fora da Europa é igual: em Nova Iorque podes comparar JFK, Newark e LaGuardia. Mais uma hora de estrada pode significar um voo a metade do preço, ou um destino que o teu aeroporto simplesmente não tem.
Mas faz as contas à deslocação: um voo de 15 euros a partir de um aeroporto distante pode sair mais caro do que um de 30 euros à porta de casa, se o autocarro ou o estacionamento custarem 20. Confirma também onde fica realmente o aeroporto: alguns que têm o nome de uma grande cidade ficam a mais de uma hora do centro.
4. Combina dois voos só de ida
A ida e a volta não têm de ser com a mesma companhia, nem partir e chegar ao mesmo aeroporto. Dois voos só de ida a bom preço batem muitas vezes um bilhete de ida e volta.
Também podes chegar a uma cidade e partir de outra: por exemplo, aterrar em Vílnius, seguir de autocarro para Riga e Talin e regressar a partir de Vílnius ou de outra cidade bem ligada. É a forma mais barata de conhecer vários sítios numa só viagem.
Atenção: se reservares dois voos separados, um atraso no primeiro não te dá direito a ser remarcado no segundo. Deixa sempre uma boa margem entre um voo e o outro, de preferência uma noite.
5. Não deixes que os extras te comam a poupança

A tarifa base das companhias low cost inclui normalmente só uma mala pequena para pôr debaixo do assento. O resto paga-se. Eis como manter o preço baixo:
- Viaja só com a mala pequena: para um fim de semana chega. As medidas permitidas variam de companhia para companhia e vão sendo atualizadas: confirma-as no site antes de partir, porque na porta de embarque a tolerância é pouca e as taxas são altas.
- Faz o check-in online: algumas companhias cobram o check-in no aeroporto.
- Não escolhas lugar: se não precisas de ficar ao lado de alguém, o lugar atribuído ao acaso é gratuito.
- Lê o resumo antes de pagar: seguros, aluguer de carro e outros serviços podem vir já selecionados.
- Compara o total final, não o preço de partida: é esse que pagas de facto.
6. Recebe alertas em vez de pesquisar todas as noites
Os preços das low cost mudam constantemente, às vezes várias vezes por dia, e as tarifas mais baixas ficam disponíveis por pouco tempo. Verificar à mão todas as rotas a partir de dois ou três aeroportos, ao longo de meses de datas, não é realista.
A solução é um alerta de preço: defines aeroportos, período e orçamento uma só vez e recebes uma notificação quando aparece um voo que cumpre as tuas regras. É exatamente para isso que o FlyDown nasceu, e ainda te leva a descobrir as cidades perto do destino, com as ligações de autocarro já calculadas.
7. Dois falsos mitos
- «Se pesquisares o mesmo voo várias vezes, o preço sobe»: não há provas sólidas. O mais comum é o preço subir porque os lugares baratos desse voo estão a esgotar, seja quem for que pesquise.
- «O melhor dia para reservar é terça-feira»: conta muito mais quando se voa (dias úteis, época baixa) do que o dia em que se reserva.
Resumindo
- Define o orçamento e deixa o destino em aberto.
- Olha para meses inteiros e evita pontes e época alta.
- Alarga os aeroportos de partida, fazendo as contas à deslocação.
- Combina voos só de ida e, se te apetecer, visita várias cidades na mesma viagem.
- Viaja leve e confirma o total antes de pagar.
- Cria um alerta e deixa que sejam as promoções a encontrar-te.