Feriado de Todos os Santos 2026: para onde ir com menos de 100 €
O 1 de novembro cai a um domingo: com um dia de férias o fim de semana passa a quatro dias. Para onde voar barato, quatro ideias de viagem, quanto custa mesmo um fim de semana prolongado e como saber quando o voo desce abaixo do teu orçamento.
Atualizada a 19 de setembro de 2026

Em resumo
- Em 2026 o 1 de novembro cai a um domingo: o fim de semana já é longo e, com um único dia de férias (segunda-feira, 2), passa a uma viagem de quatro dias.
- Precisamente por ser meio feriado, os preços aguentam-se mais baixos do que em dezembro: é a última janela barata antes do Natal.
- O dia do regresso mexe mais no preço do que o destino: voltar na segunda costuma ficar mais barato do que no domingo à noite.
- Em novembro é o clima que decide a viagem: Canárias, Malta, Chipre e o sul de Espanha ainda estão amenos; a Europa central já é de casaco, mas com os museus meio vazios.
- Em quatro dias cabem duas ou três cidades se aterrares num sítio bem servido de autocarros: Viena, Budapeste, Cracóvia e os Bálticos são feitos para isso.
As datas: quanto dura mesmo
Sábado, 31 de outubro; domingo, 1 de novembro (Todos os Santos, feriado nacional); segunda-feira, 2 de novembro (dia útil). Quem tirar a segunda parte na sexta à tarde e volta na segunda à noite: três noites completas. Quem não puder, fica com o fim de semana clássico e a sexta à noite livre.
Se viajas com crianças, atenção: as interrupções letivas não coincidem em todo o lado, por isso os voos dos dias «bons» esgotam a velocidades muito diferentes consoante o aeroporto de partida. Vê também os aeroportos vizinhos: nestas datas a diferença de preço costuma ser maior do que o comboio para lá chegar.
Para onde ir, consoante o que procuras
| Destino | Início de novembro | Porque funciona |
|---|---|---|
| Canárias | 23-25 °C | O único sítio da Europa onde ainda é verão; voo mais caro, mas viagem a sério |
| Malta | 21-23 °C | Pequena, faz-se a pé, come-se barato e o mar ainda está morno |
| Chipre | 22-24 °C | Praia sem ninguém à volta |
| Andaluzia | 20-22 °C | Sol e cidades grandes, aos preços mais baixos do ano |
| Atenas | 19-21 °C | Arqueologia sem filas e sem calor |
| Tirana | 17-19 °C | O orçamento mais leve de todos |
| Praga, Viena, Budapeste | 7-12 °C | Frio, sim, mas cafés históricos, termas e museus vazios |
Uma regra que quase sempre se confirma nestas datas: quanto mais a sul e mais a leste, mais rende o dinheiro depois de aterrar.
Quatro ideias para quatro dias
1. Tirana e a costa albanesa, onde o orçamento rende mais
O voo custa pouco a partir de meia Europa e, uma vez lá, comer e dormir custa menos do que em quase todo o continente. Em novembro ainda faz 17-18 °C de dia. Três noites chegam para Tirana mais um salto a Durrës ou Krujë, a pouco mais de meia hora de autocarro.
2. Andaluzia, para apanhar o verão depois de acabar
Málaga no início de novembro é a aposta mais segura no tempo: sol quase todos os dias. Com três noites fazem-se Málaga e Granada, ligadas por autocarros frequentes em cerca de uma hora e quarenta e cinco.
3. Malta, a ilha onde novembro não existe
Valeta, Mdina e Gozo enchem o fim de semana, os museus estão vazios e a água ainda se aguenta para os corajosos. Não é preciso carro.
4. Viena, Bratislava e Budapeste: três cidades, um voo
A ideia de que mais gostamos, porque um só voo dá três capitais: aterra-se em Viena, dormem-se duas noites, apanha-se o autocarro para Bratislava (pouco mais de uma hora) e depois para Budapeste (duas horas e meia), e regressa-se de lá. Faz frio, mas os cafés históricos e as termas de Budapeste são exatamente o sítio onde estar quando chove. Contamos tudo em Viena, Bratislava e Budapeste numa só viagem.
Quanto custa mesmo o fim de semana
O voo é só uma parte da conta. Um orçamento realista para três noites, por pessoa, sem poupar naquilo que estraga a viagem:
| Item | Destino barato (Tirana, Malta) | Cidade da Europa central |
|---|---|---|
| Voo ida e volta | 60-90 € | 80-140 € |
| Bagagem de porão (se for precisa) | 0-50 € | 0-50 € |
| Transferes aeroporto-centro, ida e volta | 8-16 € | 10-20 € |
| Três noites em hostel ou quarto duplo partilhado | 60-105 € | 90-160 € |
| Comer (café fora, almoço rápido, jantar) | 60-90 € | 90-140 € |
| Total | 190-350 € | 270-510 € |
A bagagem de porão é a linha que mais desequilibra: num voo de 30 € pode custar o mesmo que o bilhete. Para três noites, com alguma disciplina, cabe tudo na mochila de cabina — explicamos na guia da bagagem de mão das low cost.
Como pagar menos, sem abdicar de nada
- Experimenta voltar na segunda-feira, 2, em vez de domingo à noite. Ao domingo à noite quer voltar toda a gente, e o preço nota-se.
- Parte na quinta à noite ou sexta bem cedo. Os voos de sexta à tarde são os mais caros da semana.
- Vê os aeroportos vizinhos, à ida e à chegada. Porto em vez de Lisboa, Charleroi por Bruxelas, Girona por Barcelona.
- Monta a ida e a volta em separado. Dois bilhetes de ida, mesmo em companhias diferentes, saem muitas vezes mais baratos do que um ida e volta.
- Deixa o destino em aberto. Se o que queres é sair, a diferença entre o destino mais caro e o mais barato nesse fim de semana são centenas de euros.
- Não fiques a recarregar a página. Os preços mexem-se por escalões, não ao minuto: o que é preciso é dar por isso quando descem.
A maneira simples: seres avisado
Num fim de semana destes a janela útil é estreita: os lugares baratos nessas datas esgotam, reaparecem quando alguém cancela e desaparecem outra vez em poucas horas. Ver todas as noites os sites de seis companhias não é um plano: é um segundo emprego.
O FlyDown faz isso por ti. Dizes de onde partes, quanto queres gastar e em que dias: verifica a Ryanair, a Wizz Air, a easyJet, a Vueling, a Volotea e a Transavia de poucas em poucas horas e avisa-te quando encontra um voo abaixo do teu orçamento, com o histórico de preços para saberes se é mesmo uma pechincha. E para cada voo encontrado propõe também a volta de autocarro pelas cidades vizinhas.